A chuva caiu. A chuva voltou. Tudo voltou. A chuva o ressuscitou.
Estava só hibernando, mas não queria que o inverno terminasse.
Ele estava la, relutante, mas nunca fugiu, tentou várias vezes, mas nunca conseguiu.
Foi incrível, se o colocava na água aprendia a nadar, se o jogava de um penhasco aprendia a voar, conseguia respirar até no vácuo do espaço, nada nunca lhe sucedeu ao fracasso.
Ele sempre estava lá, mas permanecia inerte. Ele nunca morria, mas persistia em continuar lá, mesmo sem a sua fonte de desejo.
A visão estava fraca, em sua mente parecia não mais habitar. Acho que estava pronto para me deixar. Mas a chuva voltou. A chuva o ressuscitou.
Agora é o fim, teremos que recomeçar a replanejar nosso esquema para a queda do império, voltou mais forte do que antes, mas nada que algum tempo de silencio não resolva. Sempre resolveu tudo.
Vamos sair, beber e comemorar, isso um dia vai lhe fazer lembrar, com o silencio tudo você pode matar.
Mas depois se esconda, a chuva o ressuscitou, quem sabe o que da próxima vez o fará.
Vamos só esperar, cairemos de novo, morreremos de novo.
Vamos só esperar, cairemos de novo, morreremos de novo.
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