Cantarolava durante o caminho...
O mínimo parecia tão empolgante, o banal se tornou tão importante. Ouvia todos os suspiros de alívio e também de desprezo, mas os sonhos que por ali vagavam eram atraentes e sedutores. Aquele gosto de vida invadindo seus pensamentos o deu mais motivos para continuar a cantar.
As pessoas com caras de sérias e preocupadas, sempre com pensamentos pessimistas e nada divertidos. Estavam cansados mas continuavam a fazer aquilo. Continuavam a cantar.
Quando todo o futuro acabava se despedaçando por um pequeno erro ou distração, aquilo parecia ser o menor dos problemas, e era passado para trás sem a mínima importância, incrível como essas pessoas sabem fingir muito bem. A dor e o medo sempre estiveram presentes, mas sempre o soube escondê-los. Nada os magoavam, pelo menos aparentemente. E assim eles continuavam a cantar.
Alguns momentos eles enlouquecem, como se fossem loucos com vontade de se libertaram dessa música melancolicamente alegre. Mas na verdade são pessoas fracas, que gostam do som doce e com essência de morte que esse piano velho transmite. E também são dotados de paciência. Se um dia elas enlouquecerem é por que você os impediu de cantar. Nunca faça isso.
Só olhe para esse céu desbotado. Tente ler as estrelas enquanto canta. Um dia irá entender.
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