Angústia e desespero. O medo te paralisa. E o pior de tudo é que é por coisas tão simples, coisas tão idiotas...
Nunca enxergamos o que queremos ver, nunca ouvimos o que tem que ser dito, as verdades pulam na sua frente mas você é fraco demais para mudar alguma coisa com elas, você as deixa escapar pelas mãos, e depois olha para trás e as vê sendo levadas com a brisa do vento.
O que imaginamos fazer nunca sai como é para ser feito, é tudo tão repentino e inesperado. Quando acordamos para a realidade e vemos que não é e nunca será do jeito que pensávamos, procuramos nos esconder dentro da pouca inocência que acreditamos ainda existir dentro de nós, isso acaba nos prendendo e nós só nos enganamos mais e mais com isso.
Uma alma perdida, um corpo morto, os pensamentos mais vivos possíveis nunca saíram dessa sua caixa de vidro. As amarguras vão tomando conta, e vamos nos enrolando no manto da solidão. A vida a sua volta não tem mais importância.
A escuridão monótona parece ser tão aconchegante, os sussurros da noite te deixam tão alegre, esses corpos mortos andando com um olhar vago... A morte um dia os encontra, e os fracos que nunca se arriscaram vão embora sem nenhum mérito, nasceram e morreram mortos.
Fugindo se consegue tempo, mas esse tempo não te ajuda, só lhe da mais motivos para querer morrer.
Eles se escondem do que realmente querem. Fingem que não se importam e dão de ignorantes burrões. Eles tem medo, pois nunca sentiram algo tão vívido dentro desses corpos frios. Tem medo de não conseguirem fazer o que tem de ser feito. São pessoas mortas, mais que ainda tem motivos para se preocupar, para não magoar, por isso se escondem, ninguém nunca pode ficar ao lado deles. Eles não querem que sua mágoa passe para outras pessoas. Não querem apunhalar o espírito sonhador dos outros, pois o deles já desistiu a muito tempo.
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